As normas de conduta ética do Conselho Brasileiro dos Executivos de Compras não têm a intenção de substituir as políticas e práticas existentes em cada empresa, contudo, complementa-as naquilo em que forem omissas. Em caso de conflito com os princípios e recomendações do CBEC, ou dúvidas de interpretação, os associados deverão consultar a Comissão de Ética do CBEC.

Comprovada a conduta inapropriada por algum associado e dependendo da gravidade do ato, CBEC poderá aplicar-lhe a pena de advertência, censura, suspensão ou demissão do quadro de associados, após ter-lhe sido garantido amplo direito de defesa.

Princípio Geral
Os associados do CBEC deverão pautar sua conduta, e inspirar as ações dos seus subordinados, por um comportamento impecável no trato dos interesses da entidade privada para a qual trabalha, a fim de que os profissionais de compras sejam respeitados na comunidade de negócios e percebidos pela sociedade em geral como praticantes dos mais elevados padrões éticos.
Normas de Conduta e Recomendações

No exercício de suas atribuições profissionais, os associados do CBEC deverao seguir as seguintes normas de conduta ética e recomendações:

1. Não basta ser ético e honesto, é essencial parecer como tal. Devem ser evitadas situações, ações e comunicações que possam ser percebidas como comportamento impróprio ou aético visto que as conseqüências disso poderão causar dano a imagem do profissional de compras como se, realmente, tivessem ocorrido.

2. O principal dever do profissional de compras é obter a maior relação custo/benefício para cada centavo gasto na compra de produtos e serviços. Para atingir esse fim, além da lealdade irrestrita para com a entidade para a qual trabalha, é essencial assegurar que interesses pessoais e amizades jamais interfiram na decisao de compra.

3. Os fornecedores devem ser tratados como aliados na busca da soluçao mais vantajosa para ambas as partes. É indispensável promover um clima de profissionalismo, imparcialidade e respeito mútuo no relacionamento com os fornecedores, evitando favoritismos danosos e assegurando igualdade de condiçoes na competição pela melhor oferta de produtos e serviços. Embora seja aceitável o relacionamento duradouro com fornecedores, há que assegurar condições para manter a competitividade na compra.

4. No decorrer da relação comercial, é normal a troca de brindes e presentes de valor simbólico bem como demonstrações de apreço e hospitalidade como, por exemplo, almoço de negócios, convite para palestras, feiras, eventos de várias naturezas, etc. Contudo, os associados do CBEC devem evitar presentes, convites e favores que excedam o valor intrínseco de uma simples cortesia e que possam comprometer sua capacidade de julgar com isenção a oferta de produtos e serviços daquele fornecedor.

5. Como executivos de Compras, devem os associados elevar o status da profissão pela melhoria contínua na aquisição de novos conhecimentos e habilidades a fim de que sua competencia técnica seja reconhecida no mercado. Igualmente, compete-lhe atrair e reter os melhores talentos para a área de Compras e propiciar treinamento, desenvolvimento e inspiração para os novos profissionais sob sua direção para que a classe, como um todo, se destaque no meio empresarial e seja respeitada pela contribuiçao estratégica nos resultados da entidade.

6. Cumprir leis, regulamentos e regras deve fazer parte do credo do profissional de compras no exercício da cidadania responsável. Os associados obedecerão as leis do Brasil, os acordos internacionais, as políticas e normas internas da entidade empregadora e os contratos celebrados com os fornecedores, a fim de que os negócios sejam conduzidos sob um clima de confiança e respeito as regras.

7. Em dúvida quanto a situações e negócios com aparencia suspeita ou que não tenham legitimidade clara, deve o profissional de compras, compartilhar a preocupação ou aconselhar-se com os superiores na empresa, com colegas associados do CBEC ou com a Comissão de Ética.

8. A reciprocidade nos negócios que limitar a competitividade e a própria atuaçao do profissional de compras deve ser evitada. Em sendo a reciprocidade o resultado de orientação superior, esta condição deverá ser documentada para caracterizar a interferência deste fator no processo de compra.

9. O associado deve abster-se de exercer atividade comercial ou profissional externa a entidade para a qual trabalha que possa causar conflito de interesses. Mesmo quando isso envolver familiares, deve o associado submeter a situaçao a direçao da entidade e obter uma declaração de que não existe conflito de interesses.

10. Na análise da melhor relação custo/benefício na compra, os associados do CBEC devem levar em conta a prática dos fornecedores em relação a preservação dos recursos naturais, apoio a programas de ajuda aos desvalidos e deficientes físicos e a promoção de oportunidades de desenvolvimento e educação dos menores carentes, evitando comprar de quem contraria os interesses da sociedade.

11. O CBEC é uma entidade apartidária e, por isso, os seus associados devem evitar o envolvimento ou associaçao do nome do CBEC com partidos políticos ou política partidária. Qualquer atividade neste sentido deverá ser submetida, previamente, a Diretoria do CBEC.